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Livros em Resumo > Blog > Fuvest > “O Homem que Calculava”, de Malba Tahan
Fuvest

“O Homem que Calculava”, de Malba Tahan

Diego Velázquez By Diego Velázquez Published março 11, 2026
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O livro “O Homem que Calculava”, escrito por Malba Tahan, é uma obra clássica da literatura brasileira que mistura matemática, aventura e ensinamentos morais em uma narrativa envolvente ambientada no Oriente Médio. Publicado em 1938, o livro apresenta a história de um extraordinário matemático chamado Beremiz Samir, cujas habilidades com números surpreendem todos que o encontram.

A história é narrada por Hank Tade-Maiá, um viajante que conhece Beremiz durante uma jornada pelo deserto. Logo no início da narrativa, o narrador encontra Beremiz sentado à sombra de uma árvore, contando grandes quantidades de camelos com facilidade impressionante. Intrigado com aquela habilidade incomum, Hank decide acompanhar o jovem matemático em sua viagem até a cidade de Bagdá.

Durante a jornada, Beremiz demonstra sua inteligência ao resolver diversos problemas matemáticos que surgem pelo caminho. Um dos episódios mais famosos do livro envolve a divisão de uma herança de camelos entre três irmãos. O pai havia deixado 35 camelos para serem divididos da seguinte maneira: metade para o filho mais velho, um terço para o filho do meio e um nono para o mais novo. Como a divisão parecia impossível sem fracionar os animais, Beremiz oferece temporariamente seu próprio camelo, totalizando 36. Assim, consegue dividir os camelos perfeitamente: 18 para o primeiro filho, 12 para o segundo e 4 para o terceiro. Depois da divisão, ainda sobra um camelo, que é justamente o dele. Esse episódio ilustra de forma criativa como a lógica matemática pode resolver problemas aparentemente insolúveis.

Ao chegar em Bagdá, Beremiz ganha fama por sua habilidade extraordinária com cálculos e raciocínio lógico. Sua reputação cresce rapidamente, e ele passa a ser convidado para resolver desafios apresentados por comerciantes, sábios e autoridades. Cada desafio envolve situações curiosas e complexas que exigem raciocínio matemático, como problemas de divisão, contagem, lógica e geometria. No entanto, o livro não se limita apenas aos números. Ele também transmite valores importantes, como justiça, inteligência, humildade e sabedoria.

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Em determinado momento da história, Beremiz é convidado para trabalhar no palácio do califa, onde passa a ensinar matemática e resolver questões administrativas que exigem cálculos precisos. Sua habilidade impressiona tanto que ele recebe reconhecimento e respeito de todos ao seu redor. Durante esse período, o protagonista também participa de debates com sábios e estudiosos, mostrando que a matemática pode ser compreendida de maneira simples e fascinante quando explicada com criatividade.

Outro aspecto marcante da obra é a forma como o autor apresenta a matemática como algo divertido e acessível. Em vez de tratar os números como algo complicado ou distante da vida cotidiana, Malba Tahan transforma cada problema em uma pequena história cheia de imaginação. Dessa forma, o leitor acompanha aventuras que despertam curiosidade e mostram que o raciocínio lógico pode ser aplicado em diversas situações da vida.

Além disso, o livro apresenta elementos culturais do mundo árabe, como costumes, paisagens do deserto, mercados e palácios. Essa ambientação ajuda a criar um clima de mistério e encanto, tornando a narrativa ainda mais interessante. Embora o cenário seja fictício em muitos momentos, ele contribui para a atmosfera exótica e educativa da obra.

Outro ponto importante da história é o desenvolvimento do próprio personagem Beremiz. Apesar de sua genialidade, ele permanece humilde e generoso. Em várias situações, utiliza sua inteligência não apenas para resolver problemas, mas também para ajudar pessoas que enfrentam conflitos ou dificuldades. Essa característica reforça a mensagem de que o conhecimento deve ser usado para promover o bem e a justiça.

Ao longo do livro, o leitor percebe que a matemática pode ser uma ferramenta poderosa para compreender o mundo e resolver desafios de forma criativa. Cada episódio funciona como uma pequena lição que estimula o pensamento lógico e a curiosidade intelectual.

Em conclusão, “O Homem que Calculava” é uma obra que vai muito além de um simples livro sobre matemática. Através das aventuras de Beremiz Samir, Malba Tahan consegue transformar conceitos matemáticos em histórias cativantes e cheias de ensinamentos. O livro combina cultura, sabedoria e entretenimento, mostrando que aprender pode ser uma experiência divertida e fascinante. Por isso, a obra permanece atual e continua sendo amplamente utilizada em escolas e apreciada por leitores de todas as idades.

Autor: Diego Velázquez

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