Saber como se preparar para a mamografia faz toda a diferença na qualidade das imagens obtidas e, consequentemente, na precisão do diagnóstico. O doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, especialista em diagnóstico por imagem, orienta que muitas pacientes chegam ao exame com dúvidas simples que, quando esclarecidas com antecedência, tornam a experiência muito mais tranquila e eficiente. Neste artigo, você vai encontrar um guia prático e completo sobre o que fazer antes, durante e após a mamografia, além de entender por que cada cuidado importa para o resultado final. A preparação adequada é um gesto pequeno com impacto direto na saúde.
Quando é o melhor momento do mês para agendar o exame?
O ciclo menstrual influencia diretamente a sensibilidade das mamas, e isso afeta o conforto durante a realização do exame. O período mais indicado para agendar a mamografia é entre o sétimo e o décimo quarto dia após o início da menstruação, fase em que o tecido mamário tende a estar menos tensionado e a compressão necessária ao procedimento provoca menos desconforto.
Mulheres na pós-menopausa não precisam se preocupar com esse fator, já que a variação hormonal cíclica não se aplica a esse grupo. De qualquer forma, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues recomenda que o agendamento seja feito com planejamento, evitando períodos de maior sensibilidade sempre que possível para garantir uma experiência mais confortável.

O que não fazer no dia do exame?
Na véspera e no dia da mamografia, algumas práticas simples contribuem para a qualidade das imagens. O uso de desodorante, antitranspirante, talco, loção ou qualquer produto na região das axilas e das mamas deve ser evitado, pois essas substâncias podem criar artefatos nas imagens e simular calcificações que não existem, comprometendo a leitura do laudo.
Além disso, a paciente não precisa estar em jejum, já que a mamografia não é um exame invasivo e não exige nenhuma preparação alimentar específica. Usar roupas confortáveis e de fácil remoção facilita o posicionamento durante o procedimento e agiliza o atendimento, tornando o processo mais fluido para todos os envolvidos.
Quais informações levar à consulta e ao exame?
Antes de realizar a mamografia, é importante reunir exames anteriores, especialmente mamografias de anos anteriores, para que o médico possa comparar as imagens e identificar eventuais alterações ao longo do tempo. Essa comparação é uma das ferramentas mais valiosas no rastreamento oncológico e permite detectar mudanças sutis que, isoladamente, poderiam passar despercebidas.
Vinicius Rodrigues orienta que a paciente informe ao técnico responsável pelo exame qualquer histórico relevante, como cirurgias mamárias anteriores, uso de implantes, amamentação recente ou histórico familiar de câncer de mama.
A mamografia dói? Como lidar com o desconforto?
A compressão da mama durante o exame é necessária para obter imagens nítidas e reduzir a dose de radiação, mas pode causar desconforto por alguns segundos. A intensidade dessa sensação varia bastante entre as mulheres e tende a ser maior em mamas com maior sensibilidade hormonal, o que reforça a importância de agendar o exame no período certo do ciclo.
Respirar de forma calma e comunicar ao técnico qualquer desconforto excessivo são atitudes que ajudam a tornar o momento mais tolerável. O Dr. Vinicius Rodrigues destaca que o avanço dos equipamentos modernos reduziu significativamente o tempo de compressão, e que o desconforto, quando presente, é sempre breve e não representa nenhum risco à saúde da paciente.
Como acompanhar o resultado após o exame?
Após a realização da mamografia, o laudo é elaborado pelo médico radiologista com base nas imagens obtidas e entregue dentro do prazo estabelecido pela clínica. A paciente deve levar o resultado ao médico solicitante, que vai interpretar os achados dentro do contexto clínico completo e definir a conduta mais adequada para cada situação.
Seguir as orientações de acompanhamento com regularidade é tão importante quanto realizar o exame em si. Com profissionais como Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a paciente conta com um olhar técnico apurado e uma comunicação clara dos achados, o que transforma o processo diagnóstico em uma experiência mais segura, informada e humanizada.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

