A 72ª Feira do Livro de Porto Alegre começou em 30 de outubro e segue até 15 de novembro na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da capital gaúcha. A programação reúne lançamentos editoriais, debates, encontros com escritores e sessões de autógrafos, em uma agenda voltada a diferentes públicos e interesses de leitura.
Realizado em um dos espaços mais tradicionais da cidade, o evento aproxima autores, editoras e leitores ao longo de mais de duas semanas. A programação também coloca em circulação obras recentes e amplia o contato do público com discussões sobre a literatura brasileira contemporânea.
As informações sobre a abertura e as atividades previstas foram divulgadas pelo Brasil de Fato, que destacou a presença de lançamentos, debates e sessões de autógrafos na 72ª edição. A referência ao evento também aparece na edição de 26 de outubro a 1º de novembro do Touché Livros, publicação dedicada ao universo editorial.
Debate sobre poesia e resistência
Entre os destaques está o debate “A Literatura Poética como forma de resistência”, com participação da escritora Aline Bei e mediação de Julia Dantas. Bei é autora de O peso do pássaro morto, obra que ganhou reconhecimento por sua construção narrativa e pelo tratamento de temas relacionados à memória, à dor e às experiências humanas.
A presença da autora em uma mesa sobre poesia e resistência reforça a dimensão reflexiva da feira. Além da venda e do lançamento de livros, encontros desse tipo criam espaço para que leitores conheçam os processos de escrita e debatam o papel da literatura diante de questões individuais e coletivas.
A mediação de Julia Dantas acrescenta ao encontro uma condução voltada à conversa entre convidada e público. Em uma feira literária, esse formato permite que a obra seja observada para além da sinopse ou da estante, com atenção às escolhas de linguagem, aos temas trabalhados e às diferentes formas de leitura.
Dez anos de uma obra transantropológica
Outro momento da programação é a conversa sobre A segunda humanidade ou Contos transantropológicos, de Atena Roveda. O encontro marca os dez anos da publicação original da obra e retoma uma produção literária que propõe uma reflexão sobre a ideia de humanidade a partir do campo da ficção.
A discussão sobre o livro amplia a variedade temática da programação da Feira do Livro de Porto Alegre. Ao lado dos lançamentos e das sessões de autógrafos, a agenda inclui a recuperação de uma obra publicada uma década antes, aproximando leitores de diferentes momentos da produção literária.
Esse tipo de conversa também evidencia como as feiras podem funcionar como espaços de permanência dos livros. Uma obra não fica restrita ao período de lançamento: pode voltar ao debate, alcançar novos leitores e ser reinterpretada quando autores, mediadores e público se reúnem para analisá-la.
Um encontro entre livros, autores e leitores
Com atividades distribuídas entre 30 de outubro e 15 de novembro, a 72ª Feira do Livro de Porto Alegre ocupa a Praça da Alfândega durante o início de novembro. O local, situado no Centro Histórico, integra a paisagem cultural da capital do Rio Grande do Sul e recebe uma programação literária aberta a públicos diversos.
A combinação de lançamentos, debates e autógrafos atende a diferentes maneiras de participar de um evento literário. Quem procura novidades editoriais pode conhecer os lançamentos; leitores interessados em acompanhar a produção contemporânea encontram mesas de discussão; e o contato direto com escritores ocorre nas sessões de autógrafos e nos encontros programados.
Para o calendário brasileiro de literatura, a feira representa uma oportunidade de circulação de livros e de valorização da produção autoral. A programação reúne nomes, obras e temas distintos em um mesmo espaço, fortalecendo a relação entre criação literária, edição e leitura.
Ao destacar Aline Bei, Julia Dantas e Atena Roveda, a edição de 2026 combina a presença de uma autora contemporânea em atividade com a retomada de uma obra que completa dez anos de publicação. O resultado é uma agenda que articula novidades e memória editorial, mantendo os livros no centro da programação cultural de Porto Alegre.

