A reforma tributária brasileira inaugura uma transição, com efeitos diretos sobre custos, preços, contratos e rotinas internas. Como reflete Victor Boris Santos Maciel, CEO da VM Associados, especialista em planejamento tributário e estratégia empresarial, compreender o cronograma até 2033 é o ponto de partida para transformar incerteza em decisões consistentes. Em vez de esperar a virada de cada fase, a empresa deve enxergar o calendário como um roteiro de prioridades.
Neste artigo, a proposta é traduzir o que o cronograma significa para a gestão empresarial e para a tomada de decisão. Vamos conectar tempo, governança, compliance e estratégia, mostrando como distribuir investimentos, reduzir riscos e preservar resultados ao longo de uma transição que exigirá disciplina organizacional. Ao final, ficam claros os movimentos que merecem atenção agora.
O que o cronograma da reforma realmente representa para a empresa?
O cronograma não é apenas uma lista de anos, mas um período de convivência entre regras, apurações e exigências operacionais. Essa sobreposição aumenta a complexidade, porque sistemas, cadastros, parametrizações e controles passam a lidar com cenários paralelos. Quando a gestão trata o calendário como detalhe, a organização acumula pendências e concentra ajustes em momentos críticos.

A leitura gerencial é útil para entender o cronograma como um mapa de risco e de capacidade interna. Segundo Victor Boris Santos Maciel, cada etapa cria necessidades distintas de governança, desde atualizar processos até validar dados e revisar políticas comerciais. O tempo vira um ativo quando a empresa decide o que fazer antes, durante e depois de cada marco.
Como a transição até 2033 muda o planejamento estratégico e financeiro?
Um planejamento estratégico sem considerar a transição tende a ficar descolado da realidade. Projeções de margem, metas de crescimento e estudos de viabilidade podem ser distorcidos quando a empresa ignora mudanças graduais na incidência e no aproveitamento de créditos. Victor Boris Santos Maciel, demonstra que os planos plurianuais precisam prever custos de adequação, treinamento, consultoria e tecnologia, para não comprometer caixa e resultados.
A prática recomendada é trabalhar com cenários e revisões. Em vez de um orçamento fixo para vários anos, a gestão pode adotar ciclos de reavaliação, alinhando finanças, fiscal, jurídico e comercial. Essa dinâmica reduz decisões reativas, porque a empresa aprende a comparar hipóteses, medir impacto e ajustar rota com antecedência.
Quais decisões de contratos, preços e operações ficam mais sensíveis no período?
Em transições longas, os contratos ganham importância porque carregam regras de preço, repasse de tributos, prazos e responsabilidades. Sem revisão cuidadosa, Victor Boris Santos Maciel expõe que a empresa pode assumir riscos desnecessários, seja por cláusulas mal definidas, seja por mecanismos de reajuste que não refletem o novo ambiente. A mesma lógica vale para políticas comerciais, descontos e comissionamentos, que precisam acompanhar a estrutura de custos em transformação.
Como o cronograma influência compliance, controles e gestão de riscos?
Quanto maior a convivência de regimes, maior a chance de inconsistências entre documentos, registros e apurações. Isso amplia a exposição a autuações, glosas e contingências, além de criar ruído para a liderança. O cronograma, portanto, precisa estar no centro do programa de compliance tributário, conectando obrigações, evidências e responsabilidades por processo.
Na prática, isso envolve mapear riscos por etapa, definir controles, estabelecer trilhas de auditoria e treinar equipes. O consultor em gestão e resultados empresariais, Victor Boris Santos Maciel, recomenda a disciplina, principalmente porque a gestão de riscos também deve incluir o risco operacional, como falhas de parametrização, perda de dados, erros de conciliação e rupturas de comunicação entre áreas. Controles claros e rotinas de verificação aumentam a previsibilidade e protegem a reputação, reduzindo custos ocultos de períodos de mudança.
Como transformar o tempo da transição em vantagem competitiva sustentável?
Embora a transição pressione, ela oferece tempo para testar, aprender e amadurecer. Empresas que iniciam cedo diagnósticos e projetos de adequação conseguem diluir investimentos, evitar decisões apressadas e construir capacidades internas. Isso inclui governança de dados, integração entre áreas, padronização de processos e uma cultura de melhoria contínua.
A tomada de decisão se beneficia de um método: analisar impactos, priorizar frentes, acompanhar indicadores e ajustar políticas à medida que o ambiente evolui. Portanto, nessa visão, a reforma funciona como catalisador de organização e eficiência.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

