Doutor Gilmar Stelo, advogado e fundador da Stelo Advogados Associados, esclarece que o risco jurídico não mapeado não desaparece, ele espera. Com mais de 40 anos de atuação no Direito empresarial e administrativo, o advogado acompanhou de perto como empresas que pareciam sólidas encontravam, de forma inesperada, vulnerabilidades que haviam sido ignoradas por anos. O padrão não é de azar. É ausência de método.
O Brasil tem um dos ambientes regulatórios mais complexos do mundo. Mudanças na legislação trabalhista, tributária e regulatória acontecem com frequência e velocidade que dificultam o acompanhamento por quem não tem dedicação específica ao tema. Para uma empresa em operação, isso significa que o perfil de risco muda constantemente, e o mapeamento feito há dois anos pode não refletir mais a realidade de hoje.
Quais riscos jurídicos as empresas brasileiras mais subestimam?
Doutor Gilmar Stelo observa que existe uma tendência recorrente nas empresas de concentrar atenção apenas nos riscos mais visíveis: processos trabalhistas em andamento, disputas contratuais com clientes e autuações fiscais já instauradas. O problema é que, paralelamente a esses eventos evidentes, permanecem os riscos estruturais, que não geram sinais imediatos, mas acumulam impacto ao longo do tempo. Estruturas societárias montadas com pressa e sem um acordo de sócios bem definido, contratos de longa duração sem revisão após mudanças regulatórias e políticas internas desatualizadas em relação às novas formas de trabalho são exemplos de fragilidades que só aparecem quando já se transformaram em passivo.
A Stelo Advogados Associados atua justamente na identificação dessas vulnerabilidades silenciosas, com foco em antecipação e reorganização preventiva das estruturas jurídicas empresariais. O trabalho está voltado a revelar pontos de risco que ainda não se manifestaram de forma contenciosa, permitindo correções antes que se tornem conflitos ou custos relevantes para a operação.

Como a gestão de riscos jurídicos se conecta à tomada de decisão estratégica?
A resposta direta é que ela não deveria estar separada. Empresas que tratam o jurídico como departamento isolado, acionado apenas quando surge um problema, tomam decisões estratégicas com informação incompleta. Entrar em um novo mercado, firmar uma parceria, adquirir um concorrente, lançar um novo produto, contratar em escala: todas essas decisões têm dimensões jurídicas que afetam diretamente o resultado esperado.
Doutor Gilmar Stelo, referência em atuação estratégica no Direito, tem construído sua atuação sobre essa premissa. O advogado que compreende o negócio do cliente consegue antecipar cenários que o advogado focado apenas no processo não enxerga. E essa antecipação, na prática, significa menos surpresas, menos custos e mais liberdade para crescer com segurança.
O momento certo para revisar a exposição jurídica da sua empresa
Não existe momento errado para mapear riscos, mas existem momentos em que essa revisão é especialmente crítica: mudanças na composição societária, expansão de operações, novas contratações em volume relevante, entrada em setores regulados, mudanças significativas na legislação que afetam o setor de atuação da empresa.
A Stelo Advogados trabalha com a lógica de que esse mapeamento precisa ser contínuo, não episódico. O risco jurídico é dinâmico, e a empresa que atualiza sua visão regularmente opera com muito mais segurança do que aquela que só olha para esse campo quando algo já saiu do controle. Para quem ainda não tem esse processo estruturado, começar pela análise do que existe hoje já é um passo concreto na direção certa.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

