“Os Cavalos de Hitler”, de Arthur Brand, é um thriller real sobre o mundo da arte, investigações clandestinas e o legado oculto do nazismo. O livro acompanha a busca do autor, um renomado detetive especializado em arte, por duas esculturas icônicas de cavalos que pertenciam ao regime de Adolf Hitler. Criadas pelo escultor Josef Thorak, essas estátuas monumentais adornavam a Chancelaria do Reich e desapareceram após a Segunda Guerra Mundial, envoltas em mistério e especulação.
A narrativa inicia com uma pista inesperada: Arthur Brand recebe informações sobre a possível localização das esculturas, que teriam sido escondidas no mercado negro de arte. A partir daí, ele mergulha em uma investigação cheia de reviravoltas, espionagem e negociações arriscadas com colecionadores obscuros, mafiosos e extremistas que ainda veneram a simbologia nazista.
Através de uma escrita envolvente, o autor combina sua experiência como detetive com uma reconstrução histórica fascinante. Ele detalha como obras de arte saqueadas pelo Terceiro Reich ainda circulam ilegalmente e como muitas dessas peças foram adquiridas por colecionadores sem escrúpulos. Além disso, o livro revela o papel de governos e instituições que, muitas vezes, preferem fechar os olhos para o destino desses artefatos.
Ao longo da investigação, Arthur Brand se depara com redes internacionais de contrabando, antigos oficiais nazistas e uma complexa teia de corrupção que ainda influencia o comércio de arte na Europa. Ele mostra como o passado continua a assombrar o presente e como a arte pode ser usada como instrumento de poder e ideologia.
O suspense se intensifica quando Brand finalmente consegue localizar os cavalos, escondidos em um galpão na Alemanha Oriental. A descoberta gera um escândalo internacional e levanta questões sobre a restituição de obras de arte ligadas a regimes totalitários. A conclusão do livro é tão impactante quanto sua jornada, mostrando que o mundo da arte é tão perigoso quanto fascinante.
“Os Cavalos de Hitler” não é apenas uma investigação sobre esculturas desaparecidas, mas também uma reflexão sobre história, ética e a luta para preservar a memória contra aqueles que tentam manipulá-la. Arthur Brand transforma um caso real em um relato eletrizante, mostrando que a arte, mesmo quando esquecida, nunca perde seu valor – seja ele cultural, financeiro ou ideológico.